Sociologia na UAlg

30.9.05


Um Chouriço por um Voto!

Ainda os cidadãos dizem que os períodos de campanha eleitoral são todos iguais!
Digam adeus aos bonés, às canetas e às bandeirinhas de plástico.
Este candidato independente à Câmara Municipal de Braga foi 'criativo' e decidiu distribuir, pelas caixas do correio do município, chouriços como forma de angariar votos.
Pelo menos os eleitores não poderão queixar-se da falta de zelo do canditado!
"E esta hem?"

(ver em http://maisautarquicas2005.impresa.pt/homepage/)

Ana Rita Cruz

29.9.05



O desenvolvimento social das organizações

por Susana Cabaço
(artigo integrado na newslwtter mensal da Political Insight)



Em meados da década de 90, Renaud Sainsaulieu sublinhava a importância de uma
cada vez maior implicação dos indivíduos nas organizações. Desta forma seria
possível integrar o domínio social no centro dos processos produtivos (sem se
posicionar ‘antes’ ou ‘depois’ do económico).

As vantagens da valorização destes novos factores de competitividade residem no facto de que a autonomia, a criatividade e adaptabilidade ganham um novo espaço face a formas
verticais de organização, onde predomina o funcionamento burocrático e a
hierarquização das estruturas. Este postulado reforça a possibilidade de “a
sociedade começar no trabalho e não na hora de saída”.

Deste modo,
as empresas e organizações não devem limitar-se a declarar a sua missão, a
definir e divulgar um código de conduta, mas serem, sobretudo, capazes de
aplicar esses valores a toda a organização, desde a estratégia às decisões
correntes.

No plano das práticas, a educação e formação ao longo
da vida é cada vez mais entendida como um factor competitivo fundamental, assim
como um elemento de realização pessoal assinalável. A participação em acções de
desenvolvimento local e estratégias activas de apoio a iniciativas das
comunidades deve ser um factor de ligação entre sociedade e empresas, numa
relação em que as duas partes são vencedoras.

A inovação passa em
muito pela capacidade de reconhecer oportunidades onde outros apenas vislumbram
dificuldades. O desenvolvimento social das organizações apresenta-se como uma
estratégia e conjunto de práticas que permite estabelecer uma relação inovadora
entre o plano organizacional e a sociedade numa ‘parceria’ em que ambos procuram
criar um projecto colectivo de desenvolvimento sutentável.

Portugal: uma sociedade em transição para a sociedade em rede

por Gustavo Cardoso
In http://www.presidenciarepublica.pt/network/apps/gustavocardoso.pdf


(conclusão do estudo)

A caracterização da sociedade portuguesa que se procurou realizar reflecte a
transição de uma população com escassos níveis de educação para uma sociedade onde as gerações mais novas atingiram já competências educacionais mais aprofundadas.
Esta análise reflecte também uma transição sócio-política, primeiro de uma
ditadura para uma politização institucional democrática e depois para uma rotinização da democracia. O que é acompanhado por um processo que combina um crescente cepticismo face aos partidos e às instituições de governo com uma acentuação da participação cívica a partir de formas autónomas e por vezes individualizadas de expressão da sociedade civil.
No início deste capítulo formulou-se uma pergunta sobre a existência ou não de
uma clivagem geracional na sociedade portuguesa. Os dados analisados confirmam essa clivagem. Mas não se trata de uma clivagem por opção, antes uma clivagem que resulta de uma sociedade onde os recursos cognitivos necessários estão distribuídos de modo desigual entre gerações. Só assim se pode explicar que entre os que nasceram até 1967 encontremos uma parcela de actores sociais que se aproximam em algumas dimensões de práticas, e por vezes representações, dos mais jovens. Essa proximidade é visível no facto de aqueles que possuem competências educacionais similares se aproximarem, por exemplo, na utilização da internet ou na sua perspectiva de valorização profissional.
A sociedade em que vivemos não é uma sociedade de cisão social completa.
Mas na sociedade em rede e nos modelos de desenvolvimento informacional há
competências cognitivas mais valorizadas do que outras, nomeadamente a escolaridade mais elevada, a literacia formal e as literacias tecnológicas. Todas elas são adquiridas e como tal não há lugar a uma inevitabilidade de cisão social. Antes existe um processo de transição em que os protagonistas são aqueles que dominam essas competências mais facilmente.
Ao mesmo tempo que se depara com esses múltiplos processos de transição, a
sociedade portuguesa conserva uma forte coesão social sobre uma densa rede de
relações sociais e territoriais. É uma sociedade que "muda e se mantêm coesa ao mesmo tempo. Evolui na sua dimensão global, mas mantém o controlo local e pessoal sobre aquilo que dá sentido à vida" (Castells, 2004b).
Portugal no início do século XXI permanecendo basicamente uma economia
proto-industrial, mas não se afirmou ainda como economia informacional. No entanto, há sinais claros de uma transição, embora ainda de carácter incipiente e de resultados ainda largamente em aberto.
É nesse contexto que se produz uma transição fundamental: a transição
tecnológica expressa por meio da difusão da internet e a aparição da sociedade em rede na estrutura e na prática social.

27.9.05

Reflexões em torno do desenvolvimento sustentável

Excerto da conferência do Prof. Ernani Lopes
(conferência inserida na reflexão e trabalho da Estratégia de Sustentabilidade do Concelho de Loulé - http://www.forumloule21.org/)
(...) o desenvolvimento sustentável é um conceito qualitativo e hetero alimentado (isto é não é auto alimentado alimenta-se com os outros processos da vida económica e sobretudo da vida social não tem existência própria são duas diferenças essenciais de quantitativo para qualitativo de auto alimentado para hetero alimentado recíproco um não vive sem os outros daí talvez haja vantagem em precisarmos de três ou quatro conceitos – primeiro – sustentação e sustentação é a persistência de um resultado por exemplo os pássaros não morrerem ou os humanos de Loulé viverem bem é a sustentação (perdão) a sustentação é a persistência de um resultado na evolução de uma variável ou de um processo .
A sustentabilidade é uma capacidade não é um resultado – sustentabilidade é a capacidade existente ou não verificada ou não de cada processo ou cada estrutura organizacional para manter um determinado estado de ordem assente num determinado tipo de organização.
Sustentado é a característica interna de um processo para ser capaz esse processo de se afirmar como auto alimentado a ideia de há bocado.
Sustentável é uma característica holística não é analítica é tudo visto em conjunto é uma característica holística de um processo para se afirmar como hetero alimentado recíproco como todos os outros .(...)

26.9.05

Sociologia em português

Sociologia - Problemas e Práticas
http://sociologiapp.iscte.pt/

Análise Social
http://www.ics.ul.pt/publicacoes/analisesocial/index.htm

Revista Crítica das Ciências Sociais
http://www.ces.fe.uc.pt/publicacoes/rccs/rccsactual.php

Revista Sociedade e Trabalho
http://www.dgeep.mtss.gov.pt/edicoes/revistasociedade/

Documentos da Direcção-Geral de Estudos, Estatística e Planeamento (Carta Social, Plano Nacional de Emprego, Plano Nacional de Acção para a Inclusão)
http://www.dgeep.mtss.gov.pt/estudos/cartasocial.php

Fórum Sociológico
http://www.fcsh.unl.pt/forum/

O blog dos estudantes de Sociologia da Universidade do Algarve

Com este espaço na blogosfera, esperamos criar um espaço de partilha de informações, iniciativas, artigos e o que mais possa interessar aos estudantes de Sociologia e a outros 'navegantes' da blogosfera.

Pretende-se que este seja, também, um espaço aberto a reflexões e divagações de todos em temáticas na área das ciências sociais.

Procuraremos manter um domínio reservado a informações relevantes para os estudantes, em que estes devem participar e contribuir para que este blog os possa servir.


 
Who links to me?